A CONDESSA SEM CHETA

A CONDESSA SEM CHETA
MY BOOK

Sunday, 27 February 2011

TUA ALMA, MINHA GUIA




Tua alma é a guia,
Da minha que perdeu a meta.
Goza bem teu fulgor
E não te Iludas com outros amores.
No delírio de entregares,
Fazes tuas tenções.
Futilidades são abrigo,
De enganos instáveis.
O marialva acredita
No seu potencial decadente,
Na astúcia da sua tradução.
Cai na ruína redobrada,
Nas inúteis utopias,
Pesarosas venturas.
Anseia com tal ilusão
Que excede a sua força
Genuína das idades...
Aventurados da fortuna,
Juntamente, com fugazes
Serviçais senis, fingidos, astutos
Seu dono, passador temerário,
Diz-se insubornável.
Pétalas no chão, em botões,
Para todos, aos trambolhões.

Por: Joaquina Vieira

19 Fevereiro de 2011-02-19

NA MARÉ DA SUPOSIÇÃO



As horas custam a passar.
Em meu desassossego
Passam, lentas,
Metódicas, ordenadas.
São suplício de insónia.
Vi o teu olhar marcado pelo silêncio.
Alma e coração discordam na melodia.
Mas que amargura
Não chegar o novo dia!
Há confusão de embaraço!
Quando andas na tua lua,
Recusas minha imensidade?
Anseio o pôr-do-sol.
Pela clareza do dia
Ou pela lua, nua,
Sempre certa e clara.
Na maré da suposição
A hora vem, certa e fria.

Por: Joaquina Vieira
20/01/2011


19 Fevereiro 2011-02-19

AMIZADE



Amizade, sentimento que alenta.
Quem a cultiva e desenvolve
Trás do fundo da experiência
Laços vivos em apegos.
Ela se desvanece, muitas vezes.
Em minha vida é um ensejo.
Pura, franca, livre, com afeição,
Seja na distância ou na ausência,
Mesmo que a distância no aparte,
Sentir que fica intacta, arraigada.
Eu ainda acredito na estima.
AMIZADE, PARA OUTROS,
É fruto da imaginação ou pura invenção,
De quem está só ou angustiado!
Sensação de vazio que provoca calafrios,
Abandono, risos, conversa.
Multidão, ilusão de estar a ser cortejada
Numa cama, com calor e paixão.
Amizade para uns é só saber cativar.
São os copos, as tretas, os cigarros,
Apenas, com outros estar.
Vã ilusão daqueles que pensam
Que não sofrerão de solidão.
Numa análise à vida, eles choram.
Choram, sozinhos, numa cama fria.
Fria porque arrefecida
De calor e sentimento.
Amizade, nesse quarto não está presente.
Amigos perguntam se está tudo bem
Como que a dizerem tudo se mantém


Por: Joaquina Vieira

Wednesday, 23 February 2011

MOMENTO DE ALMA - SAUDADES DE MIM




Eu, que me procuro a mim mesma,
Não sei por onde anda o meu amor!
Partiram-lhe as asas, andará ferido.
É tal o meu desencanto,
Que até eu me espanto,
De tal mágoa me atingir.
Meu coração partiu-se,
Em mil estilhaços,
Que não sei o que faça
Para acalmar minha dor.
Vou tentar consertar os pedaços,
Com eles farei uma manta de retalhos,
Para esconder todo o meu desgosto.
A mágoa é profunda como profunda é a dor
Dentro da minha tristeza, sem dono.
Que me arrebatem os canhões
Que fizeram, em pedaços, meu esplendor.
Que tudo seja arrumado e arquivado
Dissipando a dúvida e a tormenta,
Este cansaço latente que me deixa naufragar.
Este sentir que adormece em mim
E que, aos poucos, me obriga a afogar.
Falta-me a vontade de viver, em mim,
Como eu era e sempre fui.
Estou cansada de lutar comigo.
É a magoa que não se ausenta,
Que me deixa dormente.
Tenho saudades desta parte de mim,
Daquela que acredita
Que tudo isto não existe,
Que é só uma fantasia.
Sei que tenho do meu lado o universo.
Que tudo tem um reverso,
Que tudo é passageiro.
Só ainda não percebi
Qual a lição que vou tirar disto.


Por: Joaquina vieira

MOMENTO DE ALMA - MEU ANJO CAÍDO






A ti, meu anjo caído,
Dedico este poema.
Tu, minha fonte de inspiração,
Caíste no planeta por casualidade
E, na minha vida, aterraste.
Foi numa viajem de metro!
Tu parecias magoado, 
Eu sorria sem parar.
Foi como se um anjo me amparasse.
Era de noite e logo o Sol voltou a brilhar.
Tinhas um sorriso tímido!
Nossos olhos se cruzaram,
Com se cruzam as ondas do mar.
Pelo que acabavas de passar!
Logo ali prometi, de ti, cuidar.
Afinal, era uma queda do céu.
Não seria fácil, a cura.
Prometi que te iria proteger,
Para que nada te acontecesse.
Fui e serei o anjo,
Para teu coração não sofrer.
Se, no tempo, alguém te magoar
Sabes bem que estarei lá,
Para te poder amparar.
Sempre que voltes a cair,
Tuas feridas curarei.
Aconteça o que acontecer,
Da tua vida não sairei.
E de cada vez que voltares a cair,
As tuas feridas voltarei a curar.
Aconteça o que acontecer,
Ao teu lado sempre vou ficar.
És o meu anjo caído
E também o ar que eu respiro.
Quando te elevas e ausentas
Como sinto a tua falta.
Tudo farei, como tu farás por mim.
Sabes bem que, enquanto meu coração bater,
Sempre lutarei, por ti.
És minha razão de viver

Por: Joaquina Vieira


19 Fevereiro 2011-02-19

POESIA, ÉS DESTINO


POETA
FAZENDO SUA POESIA
Á MESA DO CAFÉ
Poesia, tu és destino,
Poesia, tu falas de amor,
Poesia, tu choras de dor.
Tu que sentes a alegria
E que colhes bouquets de tristeza
Tudo no mesmo dia.
Tu que chamas quem ama,
Tu que és triste magia
E que me permites sonhar.
Tu contas a minha história,
Tu fazes, por mim, puro encanto.
Poesia que me cativas e animas
E me espantas na tua fantasia.
Poesia que tens palavras pensadas
Poesia que tudo em ti é pura harmonia.
Tu que permites dizer que não resisto mais
Quando sinto um peso, cá dentro.
Sejam a poeira, dilemas, ou o vento,
Sinto, ao longe, uma voz que ecoa.
Quando me presentes magoada
Nem sabes ficar indiferente
E pareces, até, descontente.


Por: Joaquina Vieira


19 Fevereiro 2011

Friday, 18 February 2011

RIO DA ALMA - O POEMA É



O poema é:
A libertação da alma ferida,
É o poder da oração por um amigo.
Sentimentos abstractos,
Palavras que podem ou não rimar.
Um conjunto de olhares,
Aquela magia de sentimento,
Por entre descobrimentos,
Que deixam o coração falar
O poema é:
O grito que sufoca
Quando preso a um corpo,
Onde a fúria espreita
E a alma se exercita.
É o mundo aplacado,
Preso a uma voz sem fundo,
Onde o poeta está apaziguado
Na essência do mundo.
O poema é:
Sentimento inocente,
Bandoleiro, salteador.
Quando preso ao presente
Liberta o passado e a dor.
Homem é criatividade
Quando o poema inventa.
Na sua alma, debilitada,
Cura o constrangimento
O poema é:
A alma que o chora
Quando o silêncio se acalma.
É como esmurrar uma parede.
É como o gritar da alma.
É querer o homem sentir a dor,
Sentir os versos da caneta
Quando passa pelo vento.
É chorar até asfixiar a mente.

15//02/2011


Por: Joaquina vieira

NEM AS ASAS QUE GANHEI


Nem as asas que ganhei
Me puderam proteger
Da desilusão em que fundeei
E que me faz enfraquecer

Não sei se ando perdida
Ou se me perdi por amor
Trago na alma uma ferida
Que, para mim, traz tal dor.

Nos meus tempos de menina
Aprendi a trancar o coração
Por achar que não era bonita
Por não saber de sedução

Será que é minha sina
Viver sozinha, em solidão
Viver, minha vida, em surdina
Despojar-me da paixão

Por vezes vejo-me erma
Como no amor de perdição
Sem ele, serei enferma
Saciar minha emoção

Na minha boca ainda tenho
Os lábios do conquistador
Com um sorriso embrenho
O que me almeja com ardor

16/02/2011


AUTORA:  Joaquina Vieira

Monday, 14 February 2011

RIO DA ALMA - ENTRA EM TEUS SONHOS



Gritemos, bem alto,
Que temos de viver.
Viver de forma diferente.
Que devemos perdoar
E voltar a tentar amar.
Para todos os erros há perdão;
Para os fracassos, a oportunidade;
Para amores impossíveis, não há tempo.
Do coração vazio nada a esperar,
A alma não sabe economizar.
Se a incerteza te sufoca,
Se a rotina te acomoda,
Se o medo te impede de tentar,
Deixa para trás o destino,
Tens que, novamente, errar.
Entra em teus sonhos e deixa-te levar.
Quem sabe se, ao acordares,
Esteja ali alguém a quem amares.
Faz teu planeamento, tentando,
Vivendo mais que esperando,
Porque quem já se ergueu
Está mais vivo
Do que aquele
Que, em vida, já morreu.

13/02/2011


AUTORA: JOAQUINA VIEIRA

MOMENTO DE ALMA - POEIRA ESCRITA NO TEMPO






Nossas mãos dadas,
São momentos de união,
Fragmentos de um dia.
Mãos entrelaçados, enternecidas,
Nas tuas mãos infinitas,
Pedaços da minha vida, incompletos,
Reencontrados de choro e riso
Que perduram no momento de regozijo,
Que do cerne me fazem explosão.
Brusca, nua, origem e estalão
Solta nas amarras da amargura
Que do fundo do tempo tem duração,
Fazem-me infinita, eterna,
Tão pequena e tão grande.
Poeira escrita no tempo,
Moldada e soprada,
Pedaços de vida onde entra tudo.
Nada completo, concluo,
Mas sempre de mãos dadas.
Mesmo quando nada está bem,
Damos as mãos, também.
Pela vida fora, assim vamos andando,
Coração cheio de amarras.
Faremos mais, com nossas mãos,
Se caminharmos de mãos dadas.


AUTORA: JOAQUINA VIEIRA

NÃO SOU, NÃO




Para ti vai o meu sorriso
O que escrevo aqui, não é dedicado
A ninguém, em especial.
Eu sou assim.
Solto as frases que trago dentro da sacola.
Gosto de histórias de amores impossíveis.
Tenho paixão pelo sol e pela lua.
Eles tocam-se em espaços longínquos.
Aprendi a utilidade das palavras.
Elas servem os sentimentos,
Para aprender a sonhar.
Eu sou uma sonhadora.
Alguns podem pensar que sou poetisa,
Pelas palavras que escolho.
Não sou, não!!.
Ser poeta é pedir desculpa às palavras,
É saber usá-las, é senti-las.
O acto de escrever poesia
Transforma-nos em seres livres,
Verdadeiramente livres.
Agradeço a todos os que por aqui passam,
Neste meu espaço.
E o que a vida nos trás…
Ela é linda, culta, inteligente.
É minha estrela cadente.
Como ela eu queria ser
Tímida, gaga, medrosa.
Mas a vida, por vezes, é cruel.
Tudo parece nos querer levar.
Mantém-se na sua altivez
E, por vezes, é arrogante,
Não deixando espaço à segurança.
Mesmo assim ela se mantém
Será sempre bela, para mim.
O que me fere e dói
É a falta de consciência,
Do saber, do estar, do amar.
Do dizer…
Num rasgo de consciência
E porque me lembro que existo,
Nunca serei uma daquelas que desiste

13/02/2011


AUTORA: JOAQUINA VIEIRA

Friday, 11 February 2011

NESSA PRAIA.


EU, NO MEU MELHOR.
( RIO DE JANEIRO )

Na praia, meu corpo ao sol.
Meus pés na areia húmida,
Minha idade de mistérios,
Meus sonhos e fantasias.
Minha juventude intacta
Meu tempo, minha ilusão.
Ficou, por lá, a saudade,
Onde minha mente se abriu
Nessa praia e nunca desistiu.


OLHOS



Olhos que falam e que sentem,
Olhos que vêm e que choram.
Olhos que admiram, sentinelas despertas.
Olhos que brilham e se manifestam.
Olhos azuis, pretos, castanho
Olhos redondos, rasgados,
Olhos que se expressam através da tristeza.
Olhos tristes quando não sabem amar,
Olhos agitados, parados, traiçoeiros,
Olhos com olhar sobranceiro.
Olhos que, em mim, vos fixais,
Olhos que olham todos os demais.
Olhos veículo de expressão,
Olhos que olhais dentro do meu coração.
Olhos expostos ao vento,
Olhos postos em batalhas sangrentas.
Olhos que se recusam a fecharem
Olhos que, de noite, não dormem.
Olhos que visitam o espírito, em pormenor,
Olhos amigos, visionários.
Olhos que não se adaptam ao presente.
Olhos que olhais, para mim.
Eu vos olho, também, com o mesmo frenesim…

02/02/2011


AUTORA: JOAQUINA VIEIRA

RIO DA ALMA - SEGREDOS GUARDADOS




Da janela do meu quarto
Vejo o sol que entra,
Trazendo a promessa de voltar.
Vejo a lua que se mostra,
Num manto de prata,
Iluminando a escuridão,
Prometendo uma serenata.
Apresenta-se nua,
Com arrebates de coração.
Olho a dança das estrelas,
Reluzentes e envolventes,
No azul-escuro cor do céu.
Inebriam de luz e de cor,
Lembrando uma balada de amor.
Perante paisagem tão bela,
A minha nostalgia, dentro dela,
Cria asas à imaginação.
Há memórias que guardo,
Fechadas a sete chaves,
Dentro do meu coração.
Estes segredos guardados,
Como flor a florir,
Ninguém os consegue abrir.
São histórias do passado,
Não se voltarão a repetir

09/02/2011


AUTORA: JOAQUINA VIEIRA