A CONDESSA SEM CHETA

A CONDESSA SEM CHETA
MY BOOK

Monday, 14 March 2011

MOMENTO DE ALMA - ABRAÇA-ME



Hoje careço de um abraço!
Quero sentir-me em teus braços,
Saber-me amada, no meu cansaço,
Não esconder que preciso de ti.
Hoje quero repousar,
Soltar-me, em teus braços,
E não cair.
Abraça-me!
Quero derrubar as barreiras
Que senti a vida inteira.
Quero estar contigo, sem medo,
E do teu ombro fazer veredas.
Soltar-me dos despojos,
Agarrar-me a ti, sem temor.
Quero esquecer aquela flor,
A que deixaste, ao partires.
Abraça-me!
É que pressinto tal pavor,
De me vir a ver, arrastada,
Pela vida, encolhida.
Importa que saibas que me sinto,
Quando estás comigo,
Pelo teu jeito de abraçares,
Fascinada, num oásis.
E recomeço a sorrir.
Abraça-me,
Deixa-me dormir na tua cama,
Porque me sinto criança,
Carente e ingénua.
Com movimentos ternos,
Deixa-me adormecer
No teu despertar.
Abraça-me,
Pela última vez, abraça-me.
Quero o mais forte dos abraços,
Como se fosse o do adeus.
Sinto que te vais embora,
Hoje, amanha, noutra hora.
Se meu amor já for tardio,
Eu ficarei, por aqui, serena.
Tens uma vida para ser vivida.
Prometo que te libertarei
Depois desse abraço,
Derradeiro.
Mas não conseguirei esconder
Que, nesse abraço, nesse laço,
Não me importarei de morrer.

POR: JOAQUINA VIEIRA


14/03/2011

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